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O falso pedido de perdão!
As irresponsabilidades praticadas são numerosas nos dias de hoje. Sempre existiram, porém aumentaram assustadoramente pela falta de responsabilização dos feitos. Quando veem à tona, seus praticantes surgem então como verdadeiros mártires que não sabiam o
As irresponsabilidades praticadas são numerosas nos dias de hoje. Sempre existiram, porém aumentaram assustadoramente pela falta de responsabilização dos feitos. Quando veem à tona, seus praticantes surgem então como verdadeiros mártires que não sabiam o que estavam fazendo e clamam pelo perdão. O perdão do “não me atribuam consequências dos atos que pratiquei.”.
Exatamente. Elas dizem perdoem-me apenas como uma forma de não assumirem as consequências de seus erros. Pessoas assim partem do princípio de que suas ações só se tornarão erradas se forem reveladas, desmascaradas. Caso contrario, desfrutarão dos benefícios e se sentirão os diferenciados: aqueles que tudo podem frente aos demais, pobres mortais. 
Situações expostas, as pessoas imploram até pelo perdão apenas como uma tentativa de “não me puna, por favor!”. Não é um pedido de perdão, não é arrependimento. É apenas o não querer assumir as responsabilidades pelo praticado e se livrarem das consequências.
Consequência: termo que já esta sendo e será ainda escrito várias vezes neste texto. Significa ”Resultado natural, provável ou forçoso de uma causa; efeito, resultado.”. O que se deriva de uma ação praticada.
Algumas pessoas agem sem pensar nas consequências dos atos praticados, porém o número daqueles que sabendo que não estão agindo da forma correta e mesmo assim o fazem, é muito maior. “Os espertos”; “Os que gostam de levar vantagens” estão sempre em busca dessas oportunidades e elas sempre existem. Não é natural vivermos a imaginar o que está por trás desta ou daquela atitude. Os que se apresentam como bem intencionados são hábeis na arte da dissimulação. 
Há algum tempo escrevi sobre “quem fala a verdade não merece castigo.”. Nesse texto fica claro que ao assumir o ato feito não é necessário um aumento da penalização, mas não há a isenção das consequências de seus atos. Não há castigos, há consequências. 
Em 2.015 um brasileiro foi executado na Indonésia por entrar com drogas escondidas em sua prancha de surfe. Lá a pena para esse crime é a de morte. Foi noticiado que ele já havia feito isso outras vezes, sem ter sido descoberto. Já preso, aguardando a execução, implorou perdão dizendo estar completamente arrependido do que fez. Não era arrependimento e sim verdadeiro pavor pelo que iria enfrentar: a perda de sua vida como consequência do que havia feito. 
Eis um exemplo extremo. Em nenhum momento há nesse relato a defesa da pena de morte. Apenas a citação de que as pessoas mesmo sabendo o que pode lhes acontecer, acreditam que “passarão em branco”, ninguém os descobrirá e estarão isentos de qualquer punição.
É pratica corrente entre os dissimulados o “eu não sabia”. Não saber não isenta ninguém das responsabilidades frente aos fatos. Governantes utilizam esse discurso quando em suas gestões surgem irregularidades e querem se isentar delas. É possível sim que pessoas próximas estejam agindo sem seus conhecimentos. Mesmo assim continuam responsáveis. O discurso mais assertivo nessas situações é “vou apurar imediatamente o que de fato está ocorrendo.”. Então atribuir aos que estavam agindo indevidamente as consequências cabíveis, além de se responsabilizarem pelos feitos dos mesmos. 
Um pai corrige seu filho por ter causado um dano ao seu vizinho, porém repara o dano causado. Ele responde por seu filho. A lei não aceita que um indivíduo alegue não conhecê-la e por isso tê-la infringido. Quem assim o fez responde da mesma forma como se soubesse oque estava fazendo.
Muito da permissividade advém de pessoas corretas, mas que se sentem constrangidas em apontarem as segundas intenções quando as percebem. “Ah, eu fiquei chateada de falar.” É o comentário mais comum quando questionadas.
Não temos que acusar nem que tecer criticas moralistas. Apenas apontar que as consequências pelos atos de cada um sejam assumidas pelos mesmos.
 

Autor: PAULO ANTOLINI

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