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06/02/2010
Blitz lacra tanques de duas distribuidoras de álcool
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) interditou duas distribuidoras no fim da tarde desta quinta-feira (4), em Paulínia. Ambas as empresas comercializavam combustível adulterado. O índice de metanol presente no etanol chegou aos 10%, o que é proibido pela lei. O metanol é um produto altamente tóxico. “Metanol pode cegar, pode matar. Portanto, precisa ser eliminado rapidamente do mercado”, explicou o chefe de fiscalização da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Alcides Araújo.
Uma das distribuidoras flagradas com metanol é a Gasforte. Nos tanques da distribuidora há pelo menos 600 mil litros de álcool combustível, e, segundo a ANP, o teste em laboratório confirmou a adulteração em duas amostras de álcool. Uma das amostras tinha 18,5% de metanol, os tanques foram lacrados.
Ninguém na empresa quis dar explicações, a informação é que os diretores estavam em reunião e não poderiam atender.
“Ela (a distribuidora) alega desconhecer a origem do metanol que está no tanque”, declarou Allan Kardec Duailibe, diretor da ANP.
Está já é a quarta notificação aplicada pela ANP na Gasforte. Na primeira vez, o motivo foi a falta de registro. Em todas as outras o problema foi combustível adulterado.

Mais Adulteração
Ainda em Paulínia mais uma distribuidora foi interditada, é a Sky Lub. Os fiscais apreenderam todo o estoque da distribuidora: 300 mil litros de álcool. Segundo a ANP, testes mostram que amostras do combustível tinham até 10,5% de metanol.
Um homem se apresenta como dono da distribuidora. Arlindo de Lima nega a fraude do metanol. “De maneira alguma. Eu nem conheço metanol. Fiquei sabendo agora. Esse álcool vem de várias usinas. (A responsabilidade por esse álcool com metanol) tem que ser das usinas ou foi mexido no caminho. Não sei, agora tem que levantar”, afirmou o dono da distribuidora.

Fiscalização
A adulteração começou a ser combatida esta semana, quando fiscais fecharam quatro postos que vendiam álcool batizado com metanol em São Paulo e no ABC paulista. Os postos jogam a culpa nos fornecedores.
Até o momento, 50 postos já foram fiscalizados em todo o Estado de São Paulo e 20% apresentaram nível acima do permitido.
“Nós achamos que da forma que essas empresas trabalham não é possível continuar no mercado”, disse Alcides Araújo, chefe de fiscalização da Agência Nacional de Petróleo (ANP).


por EPTV.com

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