geral
06/02/2010
A falta d’água foi um dos assuntos principais da semana
A constante reclamação da população são-pedrense em relação a falta de água não tem um fundamento real. Na verdade não existe “falta de água”, e sim, falta de conscientização na utilização da água.
Nesta última semana o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Pedro (SAAESP) teve de fechar a distribuição de água para a cidade por algumas horas durante o dia. De acordo com Marcelo Rodrigo Santarosa, diretor técnico do Saaesp, vários problemas vêm ocorrendo, e que, nesta semana, alguns procedimentos tiveram de ser tomados.
“Depois da ventania do final do ano passado, quando árvores caíram pela cidade, um eucalipto acertou a rede de energia transmissora do sistema de captação de água no bairro Santana rompendo a cruzeta. A CPFL para não ocasionar mais problemas, fez um suporte emergencial, mas que deveria ser trocado em pouco tempo devido à consequências que poderiam ocorrer”, informou Marcelo.
Ainda de acordo com o diretor técnico, na segunda-feira, dia 1, a CPFL fez o trabalho definitivo, e por conta disso, as bombas tiveram de ser fechadas. “A intenção era fechar das 7h às 12h, mas por algumas dificuldades, o fechamento só aconteceu às 17h. Como permanecemos o dia todo sem captar e tratar a água, os reservatórios ficaram totalmente vazios”, ressaltou.
A Estação de Tratamento de Água 1 (ETA 1), trata 85 litros de água por segundo, conseguindo abastecer uma cidade de mais de 100 mil habitantes por dia. “O que acontece muito é que, ao encher novamente estes reservatórios, o fechamento é imprescindível, já que a pressão da água é importante para o abastecimento da população. E se a população utiliza a água sem conscientização, e racionando, este abastecimento se torna prejudicado”, destacou Santarosa.
No momento, o SAAESP conta com mais de 85% do reservatório cheio e tratado, mas, se o uso da água não for racional, esta porcentagem pode ir diminuindo a cada dia. “É importante frisar que chuva não é sinônimo de abundância, pelo contrário, a água chega mais suja, em maior volume, causando assoreamento da barragem, comprometendo toda a captação”, garantiu o diretor.
Um outro caso que está gerando problemas ao SAAESP é a falsificação dos hidrômetros pela própria população e as ligações clandestinas. “Pessoas falsificam o hidrômetro para pagar pouco e utilizar a água ilimitadamente, o que gera leitura comprometida. Dentro de uma logística e financeiramente falando, toda a cidade sai prejudicada, já que o uso racional e o pagamento correto das contas, faz com que o município não deixe de fornecer água tratada, dia e noite, sem nenhuma interrupção, e ainda pode melhorar a cada dia, já que o superávit pode ocorrer”, finalizou Marcelo.